ROTAS - TURISMO

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FINALIZADA RENOVAÇÃO MUSEOGRÁFICA DA OBRA DO PADRE FLORES NA RIBEIRA CHÃ

A Câmara Municipal de Lagoa, através do Museu de Lagoa – Açores, e o Centro Social e Paroquial da Ribeira Chã inaugurou, no passado dia 11 de dezembro, o Núcleo Museológico do Pastel e da Serpentina, no Quintal Etnográfico

A Câmara Municipal de Lagoa, através do Museu de Lagoa – Açores, e o Centro Social e Paroquial da Ribeira Chã inaugurou, no passado dia 11 de dezembro, o Núcleo Museológico do Pastel e da Serpentina, no Quintal Etnográfico, finalizando o projeto de renovação museográfica dos núcleos museológicos da Ribeira Chã, e que pretende ser uma homenagem ao Padre João Caetano Flores, que completou 26 anos do seu falecimento, no passado dia 2 de dezembro.

O Quintal Etnográfico fica, assim, completo com o Núcleo Museológico do Pastel e da Serpentina, que se junta aos Núcleos Museológicos da Agricultura e da Adega. Além destes, a Ribeira Chã conta, ainda, com o Núcleo de Arte Sacra e Etnografia e a Casa-Museu Maria dos Anjos Melo.

Este novo núcleo museológico perpetua dois elementos importantes para a história em particular da freguesia da Ribeira Chã: o pastel e a serpentina. O pastel trata-se de uma planta tintureira, donde se pode extrair a cor azul-escuro e o preto, tendo sido utilizada num dos mais antigos processos de tinturaria do Arquipélago dos Açores. A sua cultura foi uma das mais relevantes fontes de riqueza durante os primeiros séculos de povoamento do arquipélago, tendo sido muito importante para a economia do arquipélago até meados do século XVII, altura em que o seu ciclo terminou devido ao aparecimento de produtos de maior rentabilidade e menor preço. Com o fim da cultura, desapareceram muitos dos apetrechos da manufatura. Fruto do trabalho e do reconhecimento da importância da salvaguarda do património cultural por parte do Padre Caetano Flores, estará exposta no novo núcleo uma mó que se revela um testemunho desta indústria.

A serpentina é uma planta da mesma família dos “jarros” de folhagem verde, de crescimento espontâneo nos campos, à beira das estradas, nos jardins, e dá-se nos barreiros sombrios e húmidos ou em bosques fechados, mas também pode ser plantada. A folhagem aparece no final do inverno, fica viçosa na primavera e desaparece no verão. Para fins culinários, a sua raiz é transformada em farinha, tendo sido muito usada no passado na culinária da ilha de São Miguel, em particular na Ribeira Chã.

Não obstante haver referência ao pastel nos núcleos anteriormente criados pelo Pe. Caetano Flores não havia um especificamente dedicado à sua cultura. Assim, a criação deste novo núcleo dedicado ao pastel e à serpentina vem não só finalizar a renovação museográfica de um projeto de um pároco muito importante para a freguesia, como o Pe. Caetano Flores, como demonstra uma aposta da autarquia e do Centro Social e Paroquial da Ribeira Chã, que tem como presidente o padre João Furtado, em acrescentar, preservar e divulgar mais aspetos de valor cultural com forte expressão na história da freguesia.

A inauguração deste núcleo no Quintal Etnográfico é aberta à comunidade, sendo que para os mais novos irá ser promovido um atelier de elaboração de um moinho de vento, havendo igualmente uma visita guiada ao espaço.


CmLagoa


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